quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Lohengrin

Solidão arrebatadora, espera...  Revelação. Evocação de sonhos esquecidos no tempo das lendas, dos anjos e da mitologia. Dos mensageiros  do Santo Graal, da era de ouro dos tempos. Dos poderes místicos ocultados pela natureza do segredo.

O pensamento perdido no frio da imensidão do ser. Do mover do homem indefeso, cercado pela natureza incólume. Isenta e livre, em meio ao perigo do existir.

No silêncio da existência, seres suportam fardos e acumulam culpas. Segredam mentiras e ocultam verdades. Aguardam a volta dos legendários cavaleiros do tempo. Dos cisnes.

Na madrugada, quando o silêncio dos pulmões lança seu estrondoso lamento na imensidão da existência, restam apenas perguntas… A entrega do corpo e da alma. Livres da identidade e do destino... E da origem.

A proteção divina intercede em nome da inocência e poupa os derrotados de todos os sofrimentos impostos pela perda. O cisne se perde nas águas da imaginação, no inconsciente da existência. Na luz que purifica. Apenas o sinal da esperança trespassando o céu em direção à vida próspera.

Ao eterno descanso…